A caixa postal do cronista

“Você é o Orfeu, né? Ah, perdão… Narceu? Alceu? Dirceu? Desculpe, esqueci seu nome. Adorei o que você escreveu no carnaval e sobre o JB. Mas não fixei seu nome.”

“Por que você não cria uma novelinha e vai publicando os capítulos, criando um interesse?”

“Porra, eu vou quebrar esse teu violão pra você voltar a escrever.”

“Para de escrever essas bobagens que ninguém quer ler. Volta a tocar violão, volta. É melhor.”

“Cacete, escreva não por você, mas por nós. Falta humanidade no que a gente lê hoje em todas as mídias! Falta crônica! Você tem que escrever mais!”

“Não curto essa melancolia, cara. Desculpe. Adoro ler. Mas não gosto. Mas adoro. Mas não gosto.”

“Adoro esse jeito triste de olhar e descrever o mundo.”

“Pessoas felizes são mais interessantes, acredite em mim.”

“Esse Alfredo do Bip Bip é um grosso. Detesto aquele boteco dele. Ah, você ainda não escreveu sobre ele? Mas sei que ainda vai…”

“Menina, o Alfredo é pai dele!”

“Quem disse que você é triste? Acho você engraçadão. E sonso, isso, sim.”

“Eu não me interesso muito pelo Rio de Janeiro descrito nas crônicas.”

“Eu adoro esse Rio que você revela na sua escrita. Viajo junto.”

“Acho que ela gostou mais da bunda do que da história do bundo.”

“Os textos são grandes, mas a gente lê sem respirar, não cansa.”

“Ele sente falta de ler um texto seu menos poético de vez em quando. (Mas) disse que adora seus textos.”

“Procure escrever textos mais curtos. Você faz textos muito longos.”

“Não quero fazer da crônica um estilo menor, mas…”

“Cara, você escreve bem, mas escolhe mal os assuntos. Nem te conheço, mas sou sincero.”

“Ele acha que o seu talento na escrita aliado a uma informação com pegada de reportagem é o que anda faltando.”

“As pessoas andam falando muito delas mesmas.”

“O novo hoje é trabalhar com o que você faria brincando, de graça.”

“Você é 8 ou 80. Quem tá dizendo que é pra parar de escrever crônica?”

“Quem faz o que gosta se diverte trabalhando.”

“Aprendi muito com o Sidney Magal. Você já leu?”

“Escrever sobre a esquina de casa é pouco pras necessidades do mundo, não é? Por que não fazer mais com o talento que você tem?”

“Não leve a mal a pergunta, mas blog rende algum dinheiro?”

“Eu amo esse poema ‘O elefante’, do Drummond.”

“Desculpe, esse poema ‘O elefante’, do Drummond, é meio chato.”

“Não subestime o poder financeiro do seu blog.”

“Quem é Menelau?”

“Vai falar de mim? Mas vai ter meu crédito?”

“Posso ser sincero? As fotos do seu blog são bem ruins.”

“Se não fosse você (aqui quase todo dia escrevendo essas coisas), do jeito que a freguesia anda fraca no período de carnaval e pós-carnaval, o botequim já teria quebrado e fechado.”

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