Anda, Adalgisa!

Me chuta que sou seu balde!
Me pisa que sou sua jaca!
Me pula que sou sua cerca!

Me vota que sou sua fraude!
Me ordenha que sou sua vaca!
Me agarra que tô na seca!

Abusa de mim, se esbalde!
Se deita que sou sua maca!
Me mama que sou sua teta!

Me empina que sou sua pipa!
Me usa que sou sua roupa!
Me ganha que sou seu jogo!

Me prega que sou sua ripa!
Me beija que sou sua boca!
Me acende que sou seu fogo!

Me bebe que sou tulipa!
Me agride, se faz de louca!
Me roga que sou seu rogo!

Me assiste que sou novela!
Me masca que sou chiclete!
Me compra que sou barato!

Me pinta que sou sua tela!
Me come que sou croquete!
Se serve que sou seu prato!

Me tranca que sou sua cela!
Me brinca que sou confete!
Ronrona que sou seu gato!

Me esfola que sou seu tombo!
Me morde que sou seu pão!
Me calça que sou sua meia!

Me espanca que sou seu lombo!
Me cospe que sou seu chão!
Me sangra que sou sua veia!

Me Falkland que sou sua London!
Me cuida que sou seu cão!
Me enlaça que sou sua teia!

Se forra que sou lençol!
Me bate que sou seu bolo!
Me clona que sou sua Dolly!

Se queima que sou seu sol!
Me enrola que sou seu rolo!
Me toca que sou seu fole!

No que sou seu futebol,
Me dribla que sou seu tolo!
Me enrola no rocambole!

Me imprime que sou jornal!
Me agarra que sou sua corda!
Me lambe que sou sorvete!

Me sobe que sou degrau!
Segura que sou sua borda!
Se escora, sou cavalete!

Me cura que sou seu mal!
Me acusa de ser calhorda!
Depois me ama, cacete!

E quando chegar ao fim,
E eu, já encabulado,
Cair na boca do povo,

Castiça, me serve um gim,
Me dança que sou seu fado,
me dá caracu com ovo!

Então, Adalgisa, assim,
Me tara que sou tarado,
Começa tudo de novo!

A Flor, a Florzinha e o menino que vai ser avô

Outro dia, a filha mais velha dele pediu alguns minutos de atenção no meio das pressas dela, no meio das pressas dele, no meio de tantas pressas de ambos, porque queria contar algo muito importante. Aí o mundo parou.

Uma ansiedade esquisita, talvez ancestral, se apoderou dos gestos dele, e todos os seus órgãos pareceram imóveis, paralisados, à espera do que ela, a filha, iria dizer.

Pra ele, um dos seus três filhos anunciar que tem algo muito importante a contar é um sinal vermelho aceso pro restante das coisas. Tudo estanca e tudo se interrompe e nada mais reúne qualquer relevância enquanto ele não souber o que é.

Porque a maior urgência do mundo, ele acredita, é o que for urgente pra um filho. Por menor que seja a urgência – uma coceira no queixo, dois reais pra um copo de mate, um desabafo, uma necessidade miúda, qualquer coisa. E os filhos dele pedem tão pouco, tão pouco.

Ele é desses caras que insistem na juventude. Não como quem se comporta como um adolescente de 50 anos, mas de um modo mais grave e permanente, e alheio à idade e aos gostos e ao jeito de se vestir, enfim, ele insiste na juventude como quem sempre acredita que ainda haverá algo a acontecer.

Ele se sente um insistente na juventude mais ou menos como o alter ego do Aldir Blanc, o seu querido Aldir, naquele samba-canção feito em parceria com o Cristóvão Bastos.

“O filme da vida não quer despedida
E me indica: acha a saída
E pede socorro onde a lua
Encanta o alto do morro
E gane que nem cachorro
Correndo atrás do momento que foi vivido”

Ele, então, respirou mais devagar e esperou a notícia:

– Pai, é que você vai ser avô – ela disse, sem rodeios, e com a voz embalada no sorriso que ele reconheceria até de olhos fechados.

O mundo parou de novo. Ele, que ainda estava se acostumando com a ideia de ter trocado o papel de filho pelo de pai, sentiu as pernas bambearem e o ar sumir, e viu o filme da vida, que “não quer despedida”, passar inteiro num átimo pela cabeça.

Sua menininha era apenas uma bebê até outro dia, com seus cachinhos amarelos e sua boca e seus olhos iguais aos dele. Uma linda bebê que, quando chorava, estendia os braços e buscava seu colo. A menina frágil, de pele de flor e voz de anjo, a garotinha que, pra dormir, pedia uma canção a ele, ela, sua filha querida, vai ser mãe – e ele, levado pela tsunami de enorme acontecimento, será avô, o mais jovem de todos, como ele insiste em supor.

– Que lindo!! E seu namorado?! – ele quis saber, cuidando pra transmitir uma entonação feliz e não riscar com sua preocupação a tela de felicidade em que ela pintava seu segredo de filha pro pai.

– Que notícia maravilhosa! O que seu namorado achou, filha? – repetiu, com a mesma entonação feliz.

– Ele amou, pai! Ficou superfeliz!!!

– E você?!

– Eu tô feliz demais, pai!

A descoberta já era muito grande pra ele resistir a mais uma revelação, mas a menina de até ainda há pouco continuou – e ele resistiu:

– Pai, tem outra coisa…

– Diz! Hum…?

– É uma menina!

O mundo parou pela terceira vez em menos de dez minutos. Mais uma menininha na vida dele, além das duas que ele já tem, que vai chegar pra se somar também ao seu menino, agora um futuro tio ainda tão garoto.

Revelado o segredo, as palavras sumiram da sua boca, os olhos marejaram e ele se entregou a lembranças remotas do tempo de criança, no seu subúrbio distante e de importância tão particular, quando viveu com intensidade a alegria de ter o melhor avô do mundo – “o melhor avô do mundo!”, ele repetiu pra enfatizar a si mesmo essa certeza tão feliz.

Olhou-se no espelho como quem ainda teima em não se despedir da juventude, mas, dessa vez, num estalo, compreendeu a finitude das coisas e dele mesmo.

“Será que vou ser um avô como o que eu tive?”, perguntou-se, sem uma resposta possível pra se dar.

Mais uma vez, ele se lembrou de Eduardo Galeano, o jornalista, escritor e pensador uruguaio, que morreu em 2015 sem ter morrido, e nunca morrerá, e do seu “O livro dos abraços”. Numa das fábulas reunidas no livro, chamada “O país dos sonhos”, Galeano descreve “um imenso acampamento ao ar livre”, onde “por todas as partes havia gente oferecendo sonhos pra trocar”.

E a história de Galeano prossegue: “Havia os que queriam trocar um sonho de viagem por um sonho de amores. (…) E um senhor andava ao léu buscando os pedacinhos de seu sonho” (…) e “ia recolhendo os pedacinhos e os colava, e com eles fazia um estandarte cheio de cores”.

Ele se sentiu no papel do senhor recolhendo pedacinhos de sonhos no chão e colando tantos pedacinhos num estandarte colorido e alinhavado de boniteza, feito pra dar de presente à sua filha.

O futuro avô continuou se olhando no espelho e agora percebeu em sua expressão mudanças que há muito tinham se elaborado. Sua menininha, a sua Flor, como sempre a chamou, vai dar a ele uma Florzinha.

Concluiu que ter sido pai tão jovem tinha proporcionado a ele o privilégio de se tornar avô com idade pra ser pai da sua futura Florzinha.

E ele se perdoou de erros já absorvidos pelo tempo, e ele sorriu feliz, e ele sorriu de novo e de novo e uma vez mais – e, desde então, todos os seus pensamentos estão parados junto com o mundo.

Em Copacabana

Comprava dois exemplares do mesmo jornal todas as manhãs sem perceber que era mais um gesto sem sentido no seu cotidiano saturado de manias. Sequer os abria. Deixava-os empilhados sobre o banquinho próximo à porta da cozinha, ao lado da pia, de onde ganhavam o mesmo destino do lixo, sempre às terças-feiras, quando recebia sua única visita da semana – a da faxineira.

Fazia isso há 12 anos, desde a morte da mulher, sem se dar conta de que o hábito perdera o sentido. Pelo menos até aquela manhã, quando acordou com o coração alterado e a dolorosa sensação de que não só essa, mas muitas outras manias haviam deixado de ter razão.

Não gostava de ler jornais já mexidos. Por isso, comprava dois – um pra ele, outro pra mulher. E desde que ela morrera sem lhe deixar filhos, manteve a rotina. Primeiro, pelo apego à convivência de 50 anos de um casamento que ele supunha feliz. Depois, quem sabe, simplesmente, por não atinar pra nova realidade de viúvo solitário.

Desistira da comodidade das assinaturas porque, pelo menos uma vez por semana, o distribuidor estranhava a dupla encomenda e lhe mandava um só exemplar. Nessas vezes, telefonava enfurecido pro jornal e só conseguia domar a ira depois que enviavam o outro.

Sentia-se tão violentado com o deslize que a repetição do descuido o levou a comprar os jornais na banca da esquina. O jornaleiro não estranhava mais. Ele já nem precisava pedir. Chegava, e os dois exemplares eram acomodados na sacola plástica mal sua presença era notada.

No início, ainda perdia algum tempo na esquina, retirando os jornais da sacola pra dar, ali mesmo, uma passada de olhos nas manchetes. Mas, ultimamente, nem isso fazia mais. Voltava pra casa e os depositava no banquinho de sempre sem os abrir. Sabia da existência da internet, mas a repudiava e nem celular tinha.

Não era a única mania. Todos os dias, por volta das 8h, parava no mesmo botequim da Rua Bolívar, pedia o café com leite “mais escuro que claro” de sempre e reclamava se a xicrinha servida não fosse a comprada por ele mesmo pra deixar ali.

Sabia quando tentavam enganá-lo. A dele, como repetia ao balconista, tinha um pequeno lanho na asa, feito por ele próprio com a ajuda de uma faca pontuda.

Em casa, a faxineira se aborrecia com sua insistência com os mesmos dois pares de toalha de banho já surrados, bordados com as iniciais dele e mulher. Se calhasse de os dois estarem sujos ao mesmo tempo, ralhava com a empregada, que deveria ter o cuidado de lavar semana sim um, semana não o outro.

Também franzia a testa e resmungava coisas inaudíveis se a faxineira retirasse da mesinha de cabeceira os dois vidros de perfume que ele e a mulher usaram nos últimos anos da vida em comum – o dele, um Drakkar já vazio; o dela, um Courréges pela metade e quase sem cheiro.

Sentia-se só, mas não buscava remédios que lhe amenizassem as pequenas tragédias da solidão na velhice. O sexo, pra ele, era vaga lembrança de um tempo distante, embora sufocasse no corpo engelhado e na alma curtida os desejos que, cruelmente, jamais abandonam os homens – mesmo, de forma inútil, no limiar da existência.

Preferia o isolamento aterrador a pagar pelo consolo juvenil de uma mulher. Odiava também as conversas sem compromisso a que velhos iguais a ele se entregavam nos fins de tarde na praça de algumas ruas adiante. Frequentava a praça, mas se sentava longe e, em vez da conversa ou do jogo de cartas, assistia com olhar de repugnância ao esvoejar dos pombos.

Os antigos amigos de repartição, de quem gostava mais, tinham sumido depois da aposentadoria. Ou morrido. O telefone de casa só tocava por engano ou uma vez a cada duas semanas, quando a única sobrinha, filha de sua única irmã, também já morta, ligava pra saber se “o tio ainda estava vivo”, como gostava de brincar.

Já havia passado dos 80 anos, e a lembrança da idade era pra ele um doído exercício de memória. Tinha medo de morrer, mas mentia a si mesmo, dizendo que a morte significava a decomposição natural não apenas das boas coisas, mas também dos fracassos acumulados – e que essa certeza o consolava.

Por isso, dizia ele, saía à rua toda as manhãs, a não ser as de chuva, pra gastar sua réstia de vida, ainda que não a repartisse com mais ninguém.

Naquele dia de sol, porém, não desceu pra comprar os dois jornais. Também não apareceu no botequim da Rua Bolívar pra reclamar da xícara. Tampouco foi visto na praça, assistindo com nojo ao balé dos pombos.

Era uma terça. A faxineira abriu a porta com o telefone já tocando na sala. Era a sobrinha. Queria saber se “o tio ainda estava vivo”. Dessa vez, a teimosia do telefone não dava certeza.

Não estava. Abraçado aos dois pares de toalhas com as iniciais dele e da mulher, segurando nas mãos postas o frasco vazio de Drakkar e o de Courréges pela metade, fazendo uma dupla de jornais repetidos de travesseiro, parecia dormir na cadeira de balanço diante da cama ainda feita da véspera.

O inusitado de sua morte mereceu um registro de cinco linhas no jornal que comprava e já não lia.

* Texto revisado, publicado originalmente no livro “Nada não e outras crônicas” (Editora Mauad, 1999), do cronista digital

Michel Temer quando nasce se esparrama pelo chão…

O sol queimava o horizonte,
ao longe o dia jazia,
e logo, logo, defronte,
o Brasil se descobria.

Era meado de abril,
vinte e um pra vinte e dois.
Cabral, com seu corpanzil,
bradou, então: “Ora, pois!”

Desembarcado adiante,
no litoral da Bahia,
vexou-se o bom navegante:
um índio nu se exibia!

Vendo o formidável pêndulo
do tupiniquim viril,
Cabral o achou horrendo,
e o batizou: “Pau-brasil!”

Em vinte e seis, numa timbra,
rezou-se a Primeira Missa
com Frei Henrique Coimbra
– e começou-se a mestiça.

Passaram, pois, a foder
índias e portugueses.
E deu-se o alvorecer
de uma nação de pedreses.

Vieram depois os negros
e a fodelança seguiu.
No vaivém de mil regos,
formou-se assim o Brasil.

Foi tanta diversidade
numa História de mil gentes
que a gana por liberdade
impôs surgir Tiradentes.

Vieram a Inconfidência
e a Conjuração Baiana,
contidas com contundência
pela força lusitana.

Até que Pedro Primeiro,
nosso príncipe regente,
insurgiu-se num salseiro,
embora do rei, parente.

Aqui ficou residente,
não voltou a Portugal,
proclamando independente
nosso país tropical.

Mas, breve, Pedro partiu,
deixando no Novo Mundo
pra governar o Brasil
seu filho, Pedro Segundo.

Aos cinco anos de idade,
subiu ao trono o pequeno.
E o sonho de liberdade,
não satisfeito de pleno,

seguiu na brasilidade
do nosso povo moreno.
Um dia, a maioridade,
num golpe tão gadareno,

trouxe a serenidade,
tornou o ânimo ameno,
mas não pra eternidade,
pois viria um novo aceno.

Aceno, não! Uma súplica
pelo fim da escravidão
e a instalação da República
na nossa jovem nação.

Lá se foram os portugueses,
feito o presidencialismo.
Mas outros golpes mais vezes
mancharam o democratismo.

Entre todos, o mais vil
deu-se em sessenta e quatro,
que no sabre do fuzil
botou o país de rastro.

No caldo daquele mangue,
travou-se tanta batalha,
derramou-se tanto sangue…
Pra muitos foi a mortalha.

Foi tanto que se lutou,
dia e noite, noite e dia,
que a liberdade voltou:
venceu a democracia!

Mas não é que a resistência
à vontade do povão
aprontou nova indecência
contra o voto da nação?

Assumiu um presidente,
cujo nome eu não falo.
Chamo de “Primeiramente”,
“Meia bomba”, “Pouco talo”.

Sem ter tido nenhum voto,
sem as ruas, sem ibope,
o Carlos Magno ignoto
foi mestre-sala de um golpe.

Agora, na Presidência,
conquistada num atalho,
quer mudar a Previdência
e as horas de trabalho.

Chegou lá sem qualquer louro,
nem ele mesmo supunha:
metade por Sérgio Moro,
metade, Eduardo Cunha.

Plantas que Temer esmaga com os pés no quintal

De todas as maldades cometidas até agora pelo governo transitório do Temer, uma que não deu o menor ibope, e aconteceu silenciosa, sem ninguém dar bola pra ela, foi feita contra o Geraldo do Norte, o Poeta Matuto.

Na verdade, não foi feita. Ela segue. Continua em curso. Geraldo, pra quem não sabe, é um versador nordestino, nascido em Parelhas, no Rio Grande do Norte. Pobre, negro, sertanejo, chegou ao Rio de Janeiro em 1982, aos 23 anos de idade, e foi trabalhar em obra.

Eu o conheci no botequim Bip Bip, nos anos 1990, onde ele chegou, se não me engano, levado pelo Adelzon Alves, o radialista querido que tanto faz pela cultura do Brasil. No boteco de Copacabana, altar do samba e do choro no Rio, Geraldo calou o coração da gente com seus versos e sua contundência brasileira.

Geraldo se tornou fã do Adelzon ainda menino em Parelhas. Ouvia o ídolo no rádio e sonhava conhecê-lo. No Rio, depois de uma baldeação na Bahia, criou coragem e bateu no estúdio do “Amigo da madrugada”. Pediu pra mostrar seus versos, conquistou o apresentador com seu talento e, de fã, logo virou amigo.

Suas participações quase diárias no programa do Adelzon, naquela época, tornaram o Geraldo conhecido e reconhecido no lado B da indústria cultural. Tão conhecido e reconhecido que acabou ganhando um programa só dele, na mesma Rádio Nacional do Adelzon, já na Era Lula, em 2004.

O programa do Geraldo se chama “No Tabuleiro do Brasil”. Vai ao ar, em rede nacional, de 3h às 6h da manhã, ao vivo, e distribui a quem ouve a brasilidade imensa da arte nordestina – do repente à moda de viola, do cordel ao baião, do xote ao maracatu, do coco à embolada, da poesia falada à poesia cantada.

Aliás, se nada acontecer que reverta isso, o programa dele não se chama “No Tabuleiro do Brasil”. Chamava-se. Nem vai ao ar das 3h às 6h da manhã. Ia. Tampouco leva a arte nordestina a qualquer lugar. Levava. Porque o Geraldo foi arrancado da grade da Rádio Nacional na tsunami do golpe que anulou o resultado da eleição de 2014.

O contrato do Geraldo do Norte acabou e não foi renovado pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), controladora da Rádio Nacional. Sucumbiu na mesma leva que ameaçou tirar o Adelzon do ar, atropelado pela nova ordem instituída com a chegada do pessoal do Temer à EBC.

Temer, na sua desimportância original, entrou na política pela porta lateral, sem o Brasil reparar. Fez-se conhecido na carona dos acontecimentos e deve sair dela como entrou, daqui a um tempo. Mas não sem antes esmagar plantas no quintal pelo caminho, como neste caso sem glamour do Geraldo.

Geraldo do Norte, o Poeta Matuto, emprestava à Rádio Nacional um enraizamento brasileiro que, agora, nestes tempos difíceis, parece se perder. Uma grande pena.